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Discutida a logística reversa de embalagens


Na avaliação de Gilmar do Amaral, consultor da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindiplast-SP), o sucesso para a implementação do Sistema de Logística Reversa na indústria depende de participação e adesão popular. Em entrevista, Amaral explica que o setor já elaborou e apresentou a proposta de acordo setorial para implementar o sistema de Logística Reversa de Embalagens de Produtos não Perigosos.


O consultor, que participou no final de julho de uma reunião da Câmara Ambiental da Indústria Paulista (Caip), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), também detalha as ações que o segmento da indústria realiza para se adequar à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) sancionada no dia 2 de agosto de 2010.


Confira abaixo a entrevista:

Quais são os desafios do seu setor para poder viabilizar a implantação da logística reversa?

Gilmar do Amaral - Entendemos que o maior desafio para a implementação do Sistema de Logística Reversa está na educação ambiental, uma vez que esse sistema somente terá sucesso se a população aderir e participar ativamente, pois é com o consumidor que a Logística Reversa tem o seu início e sem o consumidor ela não existirá.


Quais são as ações do setor para adequação dos resíduos sólidos, principalmente quanto à viabilização da logística reversa?

Gilmar do Amaral - O Sindiplast é filiado à Abliplast e vamos participar da implementação do Sistema de Logística Reversa por meio da coalizão empresarial da qual a Abiplast é integrante. A coalizão elaborou e já apresentou a proposta de acordo setorial para implementação do Sistema de Logística Reversa de Embalagens de Produtos não Perigosos ao governo federal através do Ministério do Meio Ambiente.


Seu acordo setorial considera os produtos importados? Para quem será repassado o custo?

Gilmar do Amaral - No Acordo Setorial a responsabilidade pela reciclagem das embalagens plásticas é dos seus fabricantes, e a Abiplast está trabalhando intensa e arduamente na organização da indústria recicladora de materiais plásticos juntamente com os seus 21 sindicatos filiados.  Criamos a Câmara Nacional dos Recicladores de Materiais Plásticos que abriga os sindicatos estaduais, os quais representam as indústrias recicladoras do seu Estado, como também as próprias indústrias recicladoras. Foi criado também o Selo Nacional dos Plásticos Reciclados, uma certificação que visa identificar e valorizar as industrias recicladoras que trabalham dentro dos critérios socioambientais, legais e econômicos exigidos pela legislação.


Como os produtos importados do seu setor estão sendo tratados pelas esferas legislativas do governo?

Gilmar do Amaral -  No Acordo Setorial está prevista a participação dos importadores no âmbito da Responsabilidade Compartilhada e Encadeada. Entendemos que se algum ator deixar de cumprir com a sua parte, o governo federal baixará um decreto no qual obrigará a todos a cumprir com sua responsabilidade pelo ciclo de vida dos produtos. A importação de embalagem, em nosso segmento, é muito pequena, e não causa grandes reflexos na Logística Reversa, mas com certeza os importadores terão que cumprir com a sua parte.


Fonte: Fiesp
Fiesp - log rev embalagens

Publicado em 11/08/2014


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