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Licença ambiental para hospitais


O Ministério Público Federal está cobrando dos hospitais da região a apresentação de um plano de gerenciamento de resíduos. A informação foi dada na audiência pública realizada na Câmara de Volta Redonda, onde o procurador Rodrigo Lines revelou que um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) neste sentido já foi firmado com a Casa de Saúde Santa Maria, de Barra Mansa, e com o Hospital Municipal de Pinheiral. A recomendação para que estas instituições apresentem um plano começou a ser enviada no ano passado, quando foi constatado que o Inea (Instituto Estadual do Ambiente) não vinha exigindo licença ambiental do setor.


"O plano é o documento que vai explicar ao órgão ambiental e de vigilância sanitária de que forma os hospitais lidam com os resíduos até a sua destinação final", explicou o procurador, que também recomendou aos hospitais de Volta Redonda que não enviem resíduos infectantes para o aterro sanitário de Volta Redonda, considerado pelo MPF em condições inadequadas para receber este tipo de material. Outro ponto que está sendo cobrado pela procuradoria é que os hospitais instalem ETEs (Estações de Tratamento de Esgoto), que hoje são despejados no Rio Paraíba do Sul.


A correta destinação dos resíduos de saúde (seringas, gaze, bolsas de sangue e outros produtos), popularmente conhecidos como lixo hospitalar, é apontada como de extrema importância para a saúde pública. "São mais de 30 mil instituições de saúde depositando lixo de forma inadequada", afirmou na audiência pública Cristina Teixeira, representante do Hospital da Unimed, de Volta Redonda, inaugurado em 2010 e apontado como exemplo no gerenciamento de resíduos. "Quanto mais perigoso é o resíduo maiores são os cuidados e os custos, o que as empresas nem sempre estão dispostas a pagar", frisou. O hospital da Unimed Volta Redonda recolhe 84 quilos de resíduos por dia, enquanto no São João Batista este volume, que já chegou a superar uma tonelada diária, hoje está na faixa dos 700 quilos diários.


"A destinação final dos resíduos foi uma das maiores preocupações da cooperativa na hora de contratar a empresa responsável pelo descarte, o que é feito num aterro projetado para este fim", salientou a representante da Unimed, explicando que a licitação levou em conta até um plano B por parte da empresa responsável para o caso de acidente com o veículo responsável pelo transporte, que é feito uma vez por semana. Também foram adotadas medidas para separar o lixo comum gerado pelo hospital dos resíduos de saúde, que são recolhidos em recipientes diferentes. Para otimizar o processo, os funcionários receberam treinamento específico.


Na audiência, os participantes lembraram que os resíduos de saúde não são gerados apenas por hospitais, mas também por farmácias e postos de saúde. "Como se usa a expressão lixo hospitalar, esses outros estabelecimentos ficam à sombra", alertou o ambientalista Vilmar Berna, de Niterói, agraciado com o prêmio "Global 500" da ONU (Organização das Nações Unidas), que elogiou o hospital da cooperativa médica em Volta Redonda, pois conta com uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). 



Fonte: Foco Regional Online
Resíduos serviços de saúde

Publicado em 30/05/2011


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Marcos Criação