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Rio de Janeiro debate economia de baixo carbono


Com o objetivo de promover um intercâmbio de experiências internacionais bem-sucedidas para a promoção de ações de mitigação da emissão de gases-estufa no Rio de Janeiro, a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) promoveu, em 27/8/13, o workshop sobre Economia de Baixo Carbono.  Uma realização da Subsecretaria de Economia Verde, da SEA, o workshop reuniu representantes de modelos de sucesso implantados em várias partes do mundo, como Shenzeng (na China), Quebec (Canada), Califórnia e Massachussets (EUA) e Áustria.


As discussões giraram em torno de exemplos de implantação de mercados de compra e venda de créditos de carbono que estimulam a implantação de tecnologias de eficiência energética em diversos setores industriais e da sociedade civil, como no de transportes e no doméstico.  Estabelecido com sucesso em países como a China, o mercado regulatório de compra e venda de carbono adotado pelo Estado do Rio de Janeiro prevê que as indústrias que estejam abaixo dos padrões aceitáveis de emissão de poluentes, por utilizarem processos de eficiência energética, comercializem esses créditos de carbono extras com as indústrias que extrapolem a meta estabelecida, para que ambas fiquem dentro das cotas de emissões estipuladas. 


O superintendente de Economia Verde da SEA, Walter Di Simoni, afirma que o governo tem papel fundamental nesse sistema ao auxiliar os setores mais afetados - no caso do Rio de Janeiro, o setor metalúrgico e de cimento - com a distribuição de cotas de carbono, incentivando assim a implantação de novas tecnologias e promovendo uma maior competitividade, para que o consumidor final não seja onerado.


A subsecretária de Economia Verde da SEA, Suzana Khan, ressaltou a importância do encontro para a definição de mecanismos regulatórios para o mercado de carbono:    "É fundamental que tenhamos um ambiente institucional transparente de modo a garantir que esse mecanismo de mercado funcione. Precisamos ver que mecanismos de compensação e que critérios de distribuições de permissões são necessários. Muitos acham que esse período de crise econômica não é o melhor para darmos esse passo. Eu penso que o Estado do Rio tem que sair na frente para que esse modelo seja difundido para todo Brasil", afirmou Suzana Kahn.


Segundo o especialista da Unidade de Financiamento de Carbono do Banco Mundial Alexandre Kossoy, apesar da queda nos níveis de transação de carbono nos últimos anos, devido à crise econômica mundial, as iniciativas de controle de poluentes vêm crescendo nos países em desenvolvimento, assim como nas potências econômicas mundiais.  Kossoy ressaltou que o impacto de desastres ambientais decorrentes do aquecimento global pode atrasar o desenvolvimento econômico em décadas, colocando uma nova perspectiva para o debate sobre a mitigação das emissões dos gases do efeito estufa. 


O superitendente de Economia Verde, Walter Di Simoni, assinalou a resistência inicial da iniciativa privada em relação à redução das emissões de carbono em virtude de custos adicionais, mas que, apesar disso, o mercado de carbono vem ganhando espaço no Estado do Rio de Janeiro.  "Ao longo de dois anos, estamos conversando com o setor industrial e já criamos leis e decretos específicos para o estado. A gente tem um plano de implementar no Rio de Janeiro um mercado de carbono. A meta a curto prazo é atingir os setores mais intensos: químico, petroquímico, cimento, siderurgia e energético. A longo prazo, o objetivo é inserir novos setores e expandir o projeto para outros estados brasileiros", explicou Simoni.


Outros projetos de redução de carbono também foram abordados no encontro, como os de plantio e reflorestamento, de captação do gás metano de aterros sanitários e de utilização de energias limpas, como a eólica e solar, em substituição a de combustíveis fosseis.  O seminário contou também com a presença, entre outros, da coordenadora de Mudanças Climáticas Ambientais do Ministério de Quebec, Myriam Blais, da chefe do Departamento Técnico de Registro de Carbono Americano de Winrock, Mary Grady, e do secretário-geral adjunto de Shenzhen, De Lin Wu. 


Fonte: Inea-RJ
IneaRJ mercado de carbono

Publicado em 27/08/2013


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