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Continua a discussão sobre a Gestão de Resíduos Sólidos


A necessidade de estabelecer critérios para a gestão dos resíduos sólidos em território nacional voltou a ser discutida durante esta semana em Brasília. Representantes do governo e da iniciativa privada, ao lado de moradores de mais de cinco mil municípios brasileiros se reuniram para discutir os gargalos que impedem a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) no país. Até agosto, as principais dificuldades e demandas do PNRS devem estar definidas, a fim de serem discutidas em cada estado brasileiro. 


No Paraná, a discussão sobre o a destinação correta dos resíduos sólidos já é assunto recorrente em diversos setores. Na capital, a Usina de Recicláveis Sólidos Paraná (Usipar) vem desenvolvendo um trabalho pioneiro junto às construtoras que atuam em toda região metropolitana.  A PNRS estabelece critérios para o descarte correto dos resíduos gerados em diversos setores da economia. 


A ideia é incentivar o consumo sustentável, reduzir os impactos ambientais e incentivar a geração de emprego e renda. Dentro deste contexto, o trabalho desenvolvido pela Usipar já atende ao que preconiza o plano. A empresa, que emprega 30 colaboradores, é responsável pela separação e reciclagem dos resíduos da construção civil. Materiais como concreto, argamassa e cerâmica são recolhidos das obras e reaproveitados para a produção de rachão, pedrisco, brita e areia. Depois, todo material volta à comercialização, com um valor aproximadamente 25% mais barato. Atualmente, a Usina atende a demanda de 15% do mercado da região metropolitana de Curitiba. 


Responsável pela produção de quase metade do lixo produzido no Brasil, o setor da Construção Civil é um dos que estão na berlinda quando se começa a traçar medidas para a redução de resíduos e uso sustentável dos recursos. "A reciclagem é o primeiro passo para fortalecer o setor da Construção Civil. É bom para a economia, porque desonera a produção e melhor ainda para o meio ambiente, já que reduzindo a extração, preservam-se as áreas. E com a destinação correta dos resíduos, diminui-se o impacto ambiental", destaca o empresário Adonai Arruda. 


Para se ter ideia da importância de uma política de gestão de resíduos sólidos, empresas ligadas a este setor são responsáveis pela criação de mais de dois milhões de empregos dentro da União Europeia. Com um crescimento em alta, elas geram uma economia de aproximadamente 145 bilhões de euros anualmente, segundo apontou a engenheira portuguesa Rosa Novaes, que participou do 4º Seminário Internacional de Engenharia em Saúde Pública, realizado durante esta semana pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Os resultados econômicos são bem significativos dentro de uma Europa em crise financeira. Os números representam 1% do PIB dos 27 países que formam o bloco. A expectativa é a de que o setor de tratamento e reciclagem dos resíduos sólidos continue em alta e chegue a render até 200 bilhões de euros anuais, contribuindo para a criação de cerca de 2,4 milhões de postos de trabalho no continente.


Fonte: Segs
Segs - pnrs em debate

Publicado em 07/04/2013


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