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Empresa de reciclagem de eletrônicos em Sorocaba


A primeira unidade da ERS - Serviços de Reciclagem de Eletrônicos na América do Sul vai ser inaugurada ainda esse ano em Sorocaba. Multinacional canadense, a empresa investirá R$ 10 milhões na planta local que deve criar 160 empregos, sendo 40 diretos e o restante indiretos. O anúncio foi feito ontem pelo presidente mundial, Nader N. Najad, que confirmou a instalação da unidade brasileira na região do Alto da Boa Vista. Por conta da lei de resíduos sólidos e a necessidade das empresas desenvolverem uma política de logística reversa, a chegada da ERS vai ser tema de uma reunião entre o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) e a Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico, em Brasília. Esse foi o primeiro protocolo de intenções do ano e também o primeiro assinado na gestão do prefeito Antonio Pannunzio.

 

Voltada para a reciclagem de eletrônicos, a empresa trabalha com três linhas principais: computadores e notebooks, telefones celulares e televisores e monitores. Os aparelhos são desmontados tendo as peças, placas e componentes separados. A separação é feita tanto manualmente como com o uso da eletrostática. Depois do processamento, os materiais são vendidos como matéria prima para outras indústrias. A ideia, comenta Najad, é trabalhar com as cooperativas de reciclagem da região, diretamente com empresas e, em alguns casos, fazer a compra da chamada sucada eletrônica. Presente na América do Norte, Ásia e Europa a empresa foi fundada há dez anos. Engenheiro, Najad explica que foram desenvolvidas máquinas que possibilitam o reaproveitamento integral dos equipamentos.

 

De acordo com a gerente da planta sorocabana, Maria Carolina Stein, a previsão é que no primeiro ano a empresa tenha faturamento aproximado de R$ 2 milhões. "Queremos expandir, crescer aqui em Sorocaba e poder atender também outras localidades", comentou. Ela ainda não soube precisar a expectativa de crescimento nem a capacidade do volume de reciclagem da fábrica local. Segundo ela, os trabalhadores ainda não foram contratados mas Maria adianta que serão demandados profissionais em todos os níveis de qualificação. "Vamos precisar desde motorista de caminhão até contador e engenheiro", comenta.

 

Os executivos foram recebidos pelo prefeito Antonio Pannunzio (PSDB) que assinou o primeiro protocolo de intenções de seu mandato. "A ERS não é bem-vinda apenas pelos impostos que vai recolher e geração de recursos para a cidade. A empresa é bem-vinda pelos empregos que vai gerar e pela tecnologia que vai ser empregada". O secretário de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Almeida, também acompanhou a assinatura do protocolo de intenções.

 

 

Polo eletrônico

Almeida comemorou o anúncio da instalação da ERS. Ele vai à Brasília nessa quinta-feira para, junto com os executivos da empresa e a Secretaria de Parcerias (Separ) participar de reunião no Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). O objetivo do encontro é falar sobre a vinda da multinacional para a cidade. De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela lei federal 12.305 de 2010 as empresas precisam desenvolver a logística reversa, ou seja, um plano eficiente para retirar do mercado seus produtos que se tornarem inservíveis.

De acordo com o secretário a escolha por Sorocaba para a instalação da ERS fortalece a vocação da cidade no setor de eletrônicos. Ele lembra que atividade econômica da cidade tem forte base metalmecânica e a diversificação é uma forma de proteção à economia local. "Quando um setor vai mal o outro acaba suprindo. É uma garantia de emprego e renda para a população", ponderou. Segundo a assessora técnica Gislaine Vilas Boas Simões, mensalmente, cerca de 3 toneladas de CRT (vidro utilizado nos televisores de tubo) são descartados pela Central de Reciclagem da Prefeitura. "Não temos demanda para esse material. Não temos como fazer o processamento e isso acaba sendo destinado para descarte", revela.


Reaproveitamento

Cobre, ferro, chumbo e vidro são alguns dos produtos retirados dos aparelhos eletrônicos que são revendidos como matéria prima para outras empresas. O vidro dos televisores e monitores, por exemplo, são reutilizados na fabricação de concreto. As peças plásticas podem ser empregadas na fabricação da chamada madeira plástica usada para a fabricação de móveis de jardins. Os metais ferrosos e os não ferrosos também encontram espaço na reciclagem e também têm demanda no mercado industrial.

 

"O conceito de ciclo fechado permite o reaproveitamento integral dos equipamentos", garante o presidente. Em Sorocaba, a empresa ocupará uma área de quase 5.000 m2, na avenida Engenheiro Carlos Reinaldo Mendes, devendo iniciar as operações ainda no primeiro semestre. Além do lixo eletrônico - computadores, impressoras, celulares, Tvs, a empresa também trabalha com a reciclagem de outros materiais, como: plásticos, madeira, resíduos de construção, entre outros.


Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul
LCS reciclagem REEE

Publicado em 22/02/2013


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Marcos Criação