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Divulgado estudo de viabilidade técnica e econômica de Logística Reversa de Equipamentos Eletroeletrônicos


Divulgado Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica de Logística Reversa de Equipamentos Eletroeletrônicos. Foi disponibilizado no site do Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio Exterior Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica de Logística Reversa para os resíduos eletroeletrônicos (REEE).

O estudo, realizado pela empresa Inventta, foi elaborado visando auxiliar na formatação de um acordo setorial para implementação da logística reversa dos produtos eletroeletrônicos e, para tanto, propõe um modelo para o setor.


A despeito de a legislação brasileira definir atualmente os REEE como perigosos, o estudo sugere sua qualificação como "não perigosos", assim o considerando na proposição do modelo de logística reversa. Esse posicionamento reflete diretamente nas estimativas dos custos de implantação do programa, reduzindo-os, e nos encargos legais para viabilização de todas as fases da logística reversa, simplificando sua execução.


Outra premissa de destaque adotada pelo estudo consiste na opção por estruturar a logística dos REEE num âmbito restrito aos bens de consumo de pessoas físicas, excluindo a responsabilidade do setor pelos resíduos gerados por pessoas jurídicas.


No que tange à modelagem de gestão dos REEE, o estudo, de um modo geral, divide a logística em dois momentos. A logística primária, que engloba o transporte dos REEE da casa do consumidor até um centro de triagem, e pode se dar através de postos de recebimento em cidades de médio à grande porte ou através de campanhas periódicas em pequenos municípios, e a logística secundária, que envolve o transporte dos REEE dos centros de triagem até sua destinação final, passando pela reutilização, em menor grau, pela reciclagem parcial e pela disposição ambientalmente adequada dos rejeitos.


Quanto aos custos do sistema de logística reversa, o estudo sugere seu compartilhamento pela cadeia de envolvidos no ciclo de vida dos eletroeletrônicos. Consumidor e comércio ficariam responsáveis pela logística primária, enquanto fabricantes e importadores se responsabilizariam pela logística secundária, através da criação de "organizações gestoras".


Caberá ao Poder Público, na modelagem proposta, atribuir as metas de reciclagem e fiscalizar seu cumprimento, criar mecanismos de compensação dos custos de processamento dos produtos órfãos, incentivar a pesquisa e desenvolvimento no setor entre outras.


Nota-se no estudo a ausência de uma análise dos eletromédicos, suas especificidades, e consequentes reflexos da inclusão ou não destes equipamentos na logística reversa proposta ou de um tratamento prévio dos eletromédicos. Outro ponto de destaque é a opção do estudo por abranger somente os REEE originários dos bens de consumo de pessoas físicas, limitando uma possível abrangência dos eletromédicos atendidos por este modelo de logística.


O estudo conclui que tal proposta de logística reversa trará benefício no âmbito social, com a geração de empregos formais e o fortalecimento de associações de catadores de lixo; econômicos, com o retorno de matéria prima ao mercado e o fortalecimento da indústria de reciclagem; e ambientais, com a destinação ambientalmente adequada dos REEE.


Em uma análise crítica do estudo deve-se inferir que este se focou em um ponto específico do ciclo de vida dos eletroeletrônicos - sua reciclagem e destinação final - sem abordar as inúmeras possibilidades de tratamento do ciclo de vida oferecidas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, tais como a redução, a reutilização e a própria agregação da variável ambiental na concepção do produto.


Fonte: Abimo
Abimo LRev REEE

Publicado em 08/11/2012


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