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Logística reversa de medicamentos em debate


Duas reuniões, uma no dia 10/10 e outra 17/10, marcaram os encontros do Grupo de Trabalho - Rio de Janeiro, criado pela Ascoferj (Associação do Comércio Farmacêutico do Estado do Rio de Janeiro) e demais entidades do setor para definir um modelo de projeto de coleta e descarte de resíduos de medicamentos domiciliares no estado do Rio de Janeiro. A ideia é que o grupo desenvolva um projeto de logística reversa adaptado às necessidades regionais antes que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publique regras próprias sobre o assunto.


Na reunião de 17 de outubro, estiveram presentes autoridades da Ascoferj, Visa Rio, Visa Niterói, Residual, INEA, CRF-RJ, entre outras. Na ocasião, os participantes debateram diversos assuntos, como a localização das urnas nas farmácias e drogarias, como será realizada a coleta dos resíduos pela transportadora, o transporte da urna cheia para a destinação final, a importância de pesar as urnas com o material coletado, entre outros.


O GT também definiu que convidará representantes da indústria, distribuidores e Visa Estadual para participarem dos próximos encontros, a fim de aproximá-los do processo de desenvolvimento do projeto.


O presidente da Ascoferj, Luis Carlos Marins, disse que será definido um prazo para que o trabalho seja finalizado e, assim, apresentado à Anvisa. "Vamos montar um cronograma para que todas as etapas sejam realizadas dentro do tempo previsto. Nosso objetivo é cooperar para que tudo seja feito conforme exige a lei", afirmou o presidente.


 

Saiba mais sobre o assunto

No dia 10 de outubro, a Ascoferj realizou a primeira reunião com o grupo de trabalho que irá conduzir a definição de um processo da logística reversa no estado para resíduos domiciliares. Muitos foram os questionamentos, entre eles como será realizado o transporte desses resíduos, como será a coleta e, principalmente, quem vai arcar com os custos.


A representante do Instituto Estadual do Meio Ambiente (INEA), Sylvia Lima, ressaltou que o transporte dos medicamentos vencidos deve ser pensado com cuidado, pois é uma etapa que exige segurança e licenciamento do INEA. Ela também destacou que não será possível o deslocamento de medicamentos aptos à venda juntamente com os resíduos domiciliares entregues pelos consumidores, pois a lei proíbe. "A licença pode ser concedida em, aproximadamente, dois meses pelo INEA à distribuidora. Sugiro que a empresa responsável pelo transporte esteja em dia para evitar futuros problemas. É importante que todas as etapas sejam feitas conforme determina a lei", garantiu Sylvia.


Ao final da reunião, os participantes questionaram como será custeado o projeto da logística reversa. Sylvia comentou sobre o risco de os consumidores terem que pagar a conta. "Os produtos não podem ter seus preços alterados e repassados aos consumidores. A responsabilidade não é deles", frisou Sylvia.


Marins avaliou a ideia de o projeto ter início pelos municípios do Rio de Janeiro e Niterói. "Após a adesão das duas cidades, os outros municípios poderiam aderir voluntariamente. Este processo pode facilitar a conclusão do trabalho, uma vez que haveria um modelo pronto a ser seguido pelo restante do estado", defendeu o presidente da Ascoferj.

 


Fonte: Ascoferj
Logistica reversa medicamentos

Publicado em 18/10/2012


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Marcos Criação