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Fabricação de incandescentes mais potentes é proibida no Brasil


A partir deste sábado (30/06), está proibida a fabricação de lâmpadas incandescentes mais potentes. O repórter Ismar Madeira explica o que isso significa para o bolso do consumidor.  Na casa de Dona Alice, só uma lâmpada é fluorescente. Todas as outras são incandescentes. "Na minha região, a maioria ainda é incandescente", ela conta.

As incandescentes representam 40% das lâmpadas vendidas no país. O preço é um dos motivos. Uma fluorescente compacta custa, em média, cinco vezes mais que a similar incandescente. É o que também faz diferença na escolha da Dona Eva: "No momento eu não estou podendo comprar e eu preciso de uma para substituir a vaga que está lá, mas o dinheiro é pouco", ela diz


Mas o brasileiro vai ter que se acostumar com a lâmpada fluorescente compacta. É que, aos poucos, a velhas e tradicional lâmpada incandescente deixa de ser fabricada e vendida no país. E a mudança começa agora.

A partir deste sábado (30/06), fica proibida a fabricação de lâmpadas incandescentes com potência superior a 101 watts. O estoque pode ser vendido até o fim do ano. As incandescentes com outras potências param de ser produzidas e vendidas até 2015. As importadas mais eficientes têm um ano a mais para comercialização.  "Vão ter que baixar o preço, aí vai compensar. Senão, fica muito caro", avisa um consumidor.

A expectativa é que com o aumento das vendas, o preço das fluorescentes caia. Mas Leonardo Rezende Rocha, engenheiro de soluções energéticas, diz que elas já valem a pena.  Uma lâmpada de 60 watts acesa quatro horas por dia, por exemplo, a incandescente consome R$ 4,50 por mês; a fluorescente compacta, R$ 1,10, economia de R$ 3,40 por mês.    "É um ótimo negócio. A lâmpada incandescente, apesar de custar um quinto da fluorescente compacta, essa diferença é eliminada praticamente em quatro meses", explica Leonardo Rocha.


Em 2001, Aluísio trocou as lâmpadas do apartamento por fluorescentes compactas. A conta de luz caiu de R$ 81 para R$ 50. E a economia foi maior porque elas duram mais. "Eu tenho, por exemplo, lâmpada aqui em casa de 2003, até antes, que até hoje estão em pleno funcionamento", conta.


Fonte: G1 Jornal Nacional
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Publicado em 30/06/2012


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Marcos Criação