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Ambiente divulga dados dos custos das reduções das emissões de gases estufa


O Estado do Rio de Janeiro deu hoje (07/02) mais um passo para a diminuição das emissões dos gases-estufa no território fluminense com a colaboração do setor privado. Ao participar da 8ª Reunião do Fórum Rio de Mudanças Climáticas Global, na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), no Centro, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, apresentou dados dos custos dos abatimentos das emissões de gases-estufa do setor industrial - como petroquímica, cimenteira, siderúrgica - e suas respectivas metas de redução.

Minc falou também sobre as regras para o mercado de crédito de carbono, um dos ativos ambientais da Bolsa Verde do Rio de Janeiro, lançada pelos governos do Estado e do Município do Rio, em dezembro de 2011. Os créditos de carbono serão atribuídos às empresas que reduzirem suas emissões de carbono além de suas metas estabelecidas, que poderão vendê-los para aquelas que não conseguirem atingir suas metas. A Bolsa Verde é o primeiro mercado de carbono do país, mas o leque de commodities negociadas será mais amplo, pois terá efluentes industriais, reposição florestal e até lixo.

"A Bolsa Verde de Ativos Ambientais do Rio de Janeiro vai permitir que um setor que tenha um custo marginal alto de abatimento de suas emissões possa fazer um intercâmbio, ou seja, aplicar naquele setor onde esse corte é muito mais barato", explicou o secretário.

Durante o Fórum, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) lançou oficialmente o site (http://www.sistemas.inea.rj.gov.br/) em que empresas com potencial de emissão de GEE (gases de efeito estufa), como indústrias petroquímicas, cimenteiras, siderúrgicas e termelétricas, que utilizam combustível fóssil, deverão preencher formulário autodeclaratório sobre suas emissões. As indústrias terão até 30 de abril para preencher o formulário e até junho para enviar ao Inea o inventário de suas emissões.

"O site já está disponível desde o mês passado, mas hoje ele foi lançado oficialmente. A exigência dessas indústrias entregarem o inventário com suas emissões consta da Resolução Inea nº 43, de 16/11/2011, que dispõe sobre a apresentação de questionário declaratório de GEE para fins de licenciamento ambiental", explicou a presidente do Inea, Marilene Ramos, que também participou do fórum.

O estudo sobre os custos dos abatimentos das emissões de gases estufa do segmento industrial foi elaborado pela Coppe/UFRJ, sendo apresentado no fórum pelo professor Roberto Schaeffer, do Programa de Planejamento Energético da Coppe/UFRJ. A partir deste levantamento, em que são detalhados os custos de cada setor do segmento industrial, a Secretaria de Estado do Ambiente poderá estabelecer a linha de corte, ou seja, o quanto será possível para cada segmento industrial reduzir suas emissões de GEE (CO2 e outros gases-estufa).

"Fizemos a lei do clima, depois um decreto com metas de redução das emissões para o setor público. Agora, passamos para o setor privado, e hoje estamos discutindo com as empresas esta metodologia, que vai implicar em metas. Como existem empresas que estão muito acima das metas de redução de gases-estufa e outras muito abaixo, elas poderão transacionar esses valores na Bolsa Verde. Por exemplo, as que gastariam R$ 100 para abater uma tonelada vão poder comprar de setores em que esse custo chega a ser negativo. Em resumo: abater acaba sendo um grande negócio, porque diminui os custos e aumenta a eficiência energética. É o Rio saindo na vanguarda: é o estado que menos desmata, que mais gera emprego e que, mais uma vez, sai na frente com uma política diferenciada de reduções das emissões. A Bolsa Verde vai baixar substancialmente o custo no Rio das reduções de emissões de carbono", afirmou Minc.

Fonte: Secretaria do Ambiente - RJ

http://www.rj.gov.br/web/sea/exibeconteudo?article-id=771170

Publicado em 07/02/2011.


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