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Alerj busca soluções para Resíduos Sólidos


A preocupação com o aumento do volume de lixo no Estado do Rio cresce juntamente com a quantidade de resíduos despejados nos lixões. Segundo o presidente da Comissão de Minas e Energia da Alerj, deputado Rafael Gordo, "o aproveitamento e a destinação desse material são preocupantes, pois mais de 15 mil toneladas são produzidas diariamente e, em sua maioria, tratadas da forma inadequada". Para evitar o problema no descarte e para melhorar as condições ambientais no planeta, o parlamento fluminense tem feito a sua parte, aprovando leis e formando grupos para buscar um desenvolvimento mais sustentável.

Uma das principais discussões nesse sentido tem a ver com a transformação do lixo em energia. A presidente da Comissão de Saneamento Ambiental da Casa, deputada Aspásia Camargo (PV), encabeça a lista dos parlamentares que se preocupam com o assunto. "O lixo não pode ser visto como um problema de limpeza pública e, sim, como uma solução, pois, através de sua reciclagem, temos dois grandes modelos de reutilização, gerando comprovado crescimento econômico", salienta.

Aspásia e Rafael reuniram-se, em junho, durante audiência pública que contou com a presença de especialistas de universidades e do Governo, para discutir as novas possibilidades tecnológicas para utilização dos resíduos sólidos na geração de energia elétrica. A viabilidade desses projetos é garantida por Gilberto de Paula, assessor da Superintendência de Engenharia da Eletrobrás Furnas: "Na maioria dos países europeus economicamente desenvolvidos, como a Alemanha e a Holanda, esse projeto é aplicado há anos e fornece enorme economia a longo prazo". A economia citada pelo assessor vem também através da redução nas taxas de doenças que contaminam catadores e população que reside em volta de lixões. "Para cada dólar investido na tecnologia de geração de energia através dos resíduos, economizam-se quatro em saúde pública", aponta de Paula.

Mas a questão que mais provoca polêmica quando o tema é trazido à tona é a substituição de lixões por aterros sanitários. Segundo o superintendente de Políticas e Saneamento da Secretaria de Estado do Ambiente, Victor Sveibil, "enquanto os lixões não têm tratamento ou separação, os aterros são uma solução que implica licenciamento ambiental e monitoramento permanentes". "O aterro é isolado do lençol freático por camadas de mantas impermeabilizantes, que evitam qualquer contaminação do subsolo pelo chorume proveniente do lixo", explica.

Além da questão que envolve os lixões, o descarte correto do óleo comestível também preocupa a Alerj, pois cada litro despejado no esgoto polui cerca de um milhão de litros de água. Pensando nisso, o Legislativo aprovou a Lei 5.968/11, que obriga que os rótulos das embalagens contenham informações sobre o correto acondicionamento e o descarte. Assinada pelo presidente da Casa, deputado Paulo Melo (PMDB), e pela deputada Cidinha Campos (PDT), a norma também obriga a destinação do produto usado às empresas privadas que fazem esta coleta. Presidente da Cooperativa de Coleta de Reciclagem de Óleo (Disque Óleo), em Duque de Caxias, Lucinaldo Francisco apoia a lei: "O primeiro passo é nunca jogar o óleo utilizado em frituras no ralo e no lixo comum. Ele pode ser empregado como matéria-prima para indústrias". Ele informa que o Disque Óleo recolhe o óleo vegetal usado. Basta ligar para (21) 2260-3326.

Fonte: Jornal da Alerj (nº 234)

http://www.alerj.rj.gov.br/jornalalerj/jornalalerj234.pdf

Publicado em: Agosto/2011


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