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Porto de Paranaguá é pioneiro em estabelecer logística reversa


A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) publicou uma ordem de serviço determinando que os materiais adquiridos pela Appa e relacionados no artigo 33 da Lei 12.305 - que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos - devem obedecer aos princípios da logística reversa. Isso significa dizer que produtos como agrotóxicos (seus resíduos e embalagens), pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas fluorescentes e produtos eletroeletrônicos terão que ter sistemas de logística reversa com seus fornecedores, mediante retorno dos produtos após o uso, de forma independente do serviço de coleta e destinação de resíduos sólidos.

A lei, sancionada em agosto de 2010 e regulamentada em dezembro passado, está sendo implementada este ano e o Porto de Paranaguá é um dos pioneiros no cumprimento das definições. A logística reversa é um conjunto de ações e procedimentos que viabilizam a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial para reaproveitamento em outros ciclos produtivos.

Dados do Governo Federal, através do Ministério do Meio Ambiente, mostram que entre 30 e 37% de todo o lixo recolhido no Brasil são resíduos secos, que podem ser reutilizados, e 55% são resíduos úmidos, aí incluído o material orgânico. Com isso, apenas de 8% a 10% é formado por rejeito realmente inaproveitável.

De acordo com o Chefe do Núcleo Ambiental do Porto de Paranaguá, Ricardo Castilho, a implantação da logística reversa no porto vem complementar o trabalho já realizado pela Administração. Desde o início deste ano, todo o resíduo de grãos (soja, milho, farelo de soja e trigo) varrido do cais após a operação de navios é reutilizado, sem gerar qualquer custo para a Appa.

"Quando o grão cai no chão, ele molha ou se contamina, não podendo mais ser exportado. A varredura realizada após a operação recolhe este resíduo que tem destinação correta, contribuindo com o meio ambiente e gerando economia para a Appa", explica.

Desde o início deste ano, a Associação dos Operadores do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá (AOCP) é responsável por fazer a varredura do cais após a operação dos navios. O resíduo é enviado para uma empresa de Ponta Grossa que faz a compostagem deste material, usando-o como adubo para a plantação de grama.

Antes disso, a Appa pagava para que o material orgânico de grãos fosse varrido do cais e enviado para o aterro sanitário. Após a implantação deste novo sistema, o lixo retirado da Appa - que era de 315 toneladas/mês, em média - caiu para 100 toneladas/mês, representando uma economia mensal de aproximadamente R$ 40 mil, além de contribuir com a sustentabilidade.

Fonte: Agro Notícias

http://www.sonoticias.com.br/agronoticias/mostra.php?id=44223

Publicado em 22/06/2011


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