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Perda de ozônio no Ártico bate nível recorde


 

A Organização Meteorológica Mundial, OMM, afirmou que a perda de ozônio no Ártico atingiu a taxa recorde de 40% desde o início do inverno na região até o final de março. O máximo já registrado anteriormente era de 30% durante toda a estação de frio.

A redução se deve à combinação de temperaturas baixas na estratosfera com a persistência de substâncias químicas industriais que destroem o gás. O secretário-geral da OMM, Michel Jarraud, disse que o Ártico continua vulnerável à perda de ozônio devido à atividade humana e que é preciso ficar atento à situação da região nos próximos anos.

Riscos

A camada de ozônio, localizada na estratosfera, é responsável por filtrar os raios ultravioleta do sol. Nos seres humanos, níveis elevados de exposição aos raios ultravioleta podem causar câncer de pele, catarata e danos ao sistema imunológico. Algumas plantações e vida marinha também sofrem alterações adversas.

Protocolo de Montreal

O consumo e produção dos CFCs, clorofluorocarboneto e halons foram proibidos em 1987. No entanto, esses compostos químicos industriais permanecem na atmosfera por várias décadas. Por isso, seus níveis ainda estão longe de atingir aqueles previstos pelo Protocolo de Montreal.

Graças ao acordo, a camada de ozônio deve retornar, até 2040, ao seu estado anterior a 1980. Já os níveis de ozônio na Antártida, durante a primavera, devem se recuperar entre 2045 e 2060. 

                       

 

Fonte:

Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente

http://www.pnuma.org.br/noticias_detalhar.php?id_noticias=763

06/04/2011


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Marcos Criação