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Com brasileiro à frente, mundo começou a negociar novo acordo contra emissões.


 

Começaram na Tailândia, com um brasileiro à frente, as negociações do novo acordo destinado a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, protegendo a Terra dos piores efeitos do aquecimento global.

Esta foi a primeira reunião da Convenção do Clima das Nações Unidas depois do ano passado, quando foi aprovado em Bali (Indonésia) um acordo histórico de lançar as negociações para o acordo pós-2012.

O chamado Mapa do Caminho de Bali, um rascunho de plano de ação, estabelece que países hoje desobrigados de cortar emissões, como os gigantes do Terceiro Mundo, devam adotar compromissos "mensuráveis, reportáveis e verificáveis" para agir no clima. Ele põe esses países e os EUA num "trilho" de negociação diferente do Protocolo de Kyoto, mas obriga os Estados Unidos a adotar ações "equivalentes" às dos 37 países industrializados que continuam negociando metas mais ambiciosas sob o "trilho" do Protocolo.

O Mapa do Caminho também estabelece os quatro eixos do novo acordo: metas globais para redução de emissões - o ponto mais controverso, que ficou de fora da decisão de Bali -, adaptação à mudança climática, financiamento aos países em desenvolvimento e transferência de tecnologia.

Quente ou frio

O diplomata brasileiro Luiz Alberto Figueiredo Machado foi o presidente do grupo que negociou o acordo pós-2012. Da habilidade política do ministro do Itamaraty dependeu em parte o futuro próximo do processo.

No encontro de Bancoc foram definidos apenas cronogramas e outras questões burocráticas. Isso coloca em risco toda a negociação, já que os temas que estiveram a mesa são complexos e os países campeões de emissões estão divididos sobre eles. Um impasse em 2008 atrasaria o processo a ponto de impedir um acordo em 2009 - prazo crítico para que ele comece a vigorar em 2013.

O brasileiro, no entanto, tem pressa. Seu plano foi começar a rascunhar o texto do novo acordo, tratando primeiro dos temas menos polêmicos (transferência de tecnologia, adaptação e financiamento).

A principal dificuldade foi a de sempre: como distribuir o sacrifício. A União Européia quer uma meta de corte de 25% a 40% das emissões até 2020 (em relação aos níveis de 1990). O Japão quer estabelecer metas não nacionais, mas por setor da economia. Os EUA, maiores emissores do mundo, resistem a metas nacionais obrigatórias enquanto China e Índia não as adotarem. Para o secretário-executivo da Convenção do Clima, Yvo de Boer, isso "não é realista". "A responsabilidade histórica pelo problema é das nações industriais", afirmou.

Fonte: Adaptado de Ozonioprozonesp - 01/04/08


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Marcos Criação